Vilhena tem identidade cultural!

O artista Jhon Douglas é vilhenense e pau-rodado, depois de um longo período vivendo em Portugal e representando Vilhena em diversos eventos no Brasil e na Europa, volta a morar novamente em sua cidade natal, podendo assim estar mais  próximo da família e atuar mais na preservação e fomento da cultura local.

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Jhon é um artista multidisciplinar, e dos bons. Além de artista visual, músico e produtor cultural,  também trabalha como designer gráfico e recentemente fez uma importante doação de seu serviço para a cidade: projetou uma identidade visual para a Fundação Cultural de Vilhena. Algo que tem muito valor quando feito com cuidado e profissionalismo. Ele comenta que, como cidadão vilhenense, essa doação é uma dedicação ao povo daqui, um presente para a comunidade toda.

A Posse conversou com o artista, que comentou mais sobre o processo dessa criação e também das intenções culturais em fazer essa doação para a Fundação.

Fundação

Posse:  De onde surgiu a ideia de criar essa identidade, e porque escolheu essa doação para a Fundação Cultural de Vilhena?

Senti a necessidade.  Comecei a ter mais projetos relacionados à cultura vilhenense, isso me deu mais noção pra poder identificar algumas deficiências em informar mais nossa cultura.

Logo depois de sentir que poderia oferecer algo pra somar,  resolvi agir. O trabalho da marca foi todo pensado com base na história da nossa comunidade, criando uma identidade que faça cada vilhenense se sentir representado. E nada melhor do que oferecer à Fundação Cultural de Vilhena e criar essa identidade. É de interesse para todo vilhenense, que  independente de gestão política ou mudanças futuras , essa identidade tenha uma representatividade comunitária.  Ela é de todos.


Posse:  E o processo, onde você foi buscar referências para chegar nessa identidade?

Fui provocado pela curiosidade de entender mais sobre a história de Vilhena. Busquei referências nas artes indígenas e encontrei simbologias interessantes que sempre existiram por aqui. A arte indígena é muito ampla,  e nossa região é cheia dessa cultura, acredito que está nas nossas mãos o poder de revelá-las.

Achei referências em desenhos nas  cabaças Nambikwara, encontradas em livros de E. Roquette Pinto, que revelam esses trabalho de tribos que viviam próximas a Vilhena e até mesmo nas redondezas.

Mas as simbologias encontradas em cabaças são diversas, então não me foquei em apenas uma tribo e sim em várias que vivem por aqui. Fiz uma modernização dela, levando em conta a juventude e a história da nossa cidade.

Acredito que consegui canalizar todas essas importâncias na identidade, o jovem atual, respeito pela nossa história e também a quem sempre esteve e está por aqui, as tribos indígenas.


 

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Fundação
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Posse:  E como foi a apresentação do projeto?

Fiz algumas visitas na Fundação Cultural, visitei lá peças dos artesãos e me reunia algumas vezes por lá e consegui identificar alguns pontos que eu poderia ajudar de alguma forma.

Fiz toda a criação em menos de uma semana. Cheguei em um resultado que me agradou não só como profissional, mas também que me deu a credibilidade de que aquilo me representa como vilhenense. Logo depois disso marquei uma reunião com os diretores da Fundação e apresentei a minha doação.

Foi um momento marcante, me senti orgulhoso por saber que todos entenderam minha proposta.


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Posse: Quais são os próximos passos dessa identidade?

A marca criada vem com um manual de uso, orientando as futuras aplicações dela e deixando a identidade fixa na sociedade, para criar raízes.

Com o tempo a sociedade vai começar a identificar naturalmente a marca, que estará presente nos eventos culturais da cidade.

Acho interessante usar esse acontecimento pra motivar também a qualquer outro cidadão de Vilhena que quer somar mais com as questões culturais da nossa cidade.

Fiz esse trabalho, mas imagino que muitos também podem oferecer alguma ideia de participação na sociedade ou até mesmo participar mais com  opiniões construtivas. Acho que dessa forma teremos grande chances de somar mais com o cenário cultural de Vilhena.


 

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Nos anos anteriores Jhon exibiu seu trabalho em diversas galerias, exposições e eventos no Brasil e no exterior.

Um de seus trabalhos foi destaque na VI Bienal de Culturas Lusófonas, em Portugal.

Participou ainda do Festival Mundial MURO LX2017 de Street Art, com um painel pintado sobre a empena de um edifício, em Lisboa.

Jhon também é um dos idealizadores do Projeto Posse Cultural, e antes de mais nada, Jhon é vilhenense.

Mais sobre o artista - www.jhondouglas.com

E você? Tem alguma ideia ou algum projeto que possa acrescentar na cultura da nossa cidade?

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Entrevista: Equipe Posse Cultural

Texto: Max Leão / Lanayra Pandolpho