Aqui em Vilhena, tem bicho na cidade sim!

No mês passado, em Agosto, um pequeno macaco mobilizou uma equipe do Corpo de Bombeiros de Vilhena, que foi resgatá-lo em uma árvore da Av. Paraná. Diante do ocorrido, iniciaram-se, novamente, os debates a cerca dos animais que se refugiam na cidade nesta época do ano, quando as queimadas se proliferam e eles saem do habitat natural, assustados ou em busca de ajuda. A Posse levantou a questão e conversou com algumas pessoas, pra poder ajudar no que fazer quando uma situação dessas acontece.

 

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Outra dúvida acerca de casos como este é como a população deve reagir diante de uma situação parecida.

A médica veterinária Lanayra Pandolpho explica que o correto é entrar em contato com os órgãos competentes, como o Corpo de Bombeiros e a Polícia Ambiental. “Só tem que se lembrar de que o animal é bonitinho (no caso do macaco, mas podem aparecer outros), mas pode ser agressivo, então não devem se aproximar, ou tentar alimentar e pegar. Deixem esse trabalho pra quem tem experiência”, pontuou.

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Segundo Lanayra, alimentar um animal nesta situação faz com que eles venham cada vez mais para a cidade, o que não é bom para o bicho. “Além de sair de sua dieta natural, o que não é saudável para ele, correrá riscos de atropelamento e maus tratos”. Ela acrescenta que um animal fora de seu habitat não tem a oportunidade de agir de forma natural e cita o exemplo de papagaios e maritacas, que gostam de ter par e normalmente levam para vida toda.

Quanto aos motivos que fazem os bichinhos saírem de suas áreas naturais e vir para a cidade, esses podem ser diversos: desmatamento, queimadas, ou até mesmo a curiosidade.

“Vivemos numa região com uma vasta fauna, o mais importante é saber respeitar o espaço deles”.

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O Capitão Joaquim, do 1º Subgrupamento de Bombeiros Militares, nos contou que, após o resgate, o macaquinho foi devolvido à mata. Ele nos disse também que entre os bichos encontrados fora do ambiente natural estão porcos espinhos, capivaras e cobras. Se eles estiverem machucados, antes de voltar para casa são tratados pela Sedam. Mas, o destino final deles sempre será a floresta/mata, onde poderão ter uma vida melhor.

 


 

Texto: Jéssica Lanes Chalegra // Equipe Posse Cultural

Créditos Vídeo: Elton Cândido // Equipe Posse Cultural

 

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